Rango, de Gore Verbinski

Rango segue a linha de boas animações que definitivamente não tem o público infantil como alvo. Embora o roteiro tenha seus problemas, como a construção dos personagens e uma sequência final clichê, seus acertos acabam por prevalecer. O próprio personagem principal meio que cai de paraquedas na trama. Sem explicações, sem origem, pouco se sabe sobre quem é Rango antes de ser Rango, apenas que era uma espécie de lagarto doméstico que adora atuar, sendo desprezado qualquer tipo de origem ou características anteriores de sua vida pré-acidente. Porém seu carisma acaba por ganhar fácil a empatia de quem assiste e fazer o foco único que o filme tem na sua jornada naquele vilarejo ser o suficiente.

A técnica na produção de Rango é algo tão bem executado que chega a passar uma sensação de nojo, que é proposital. Riquíssimo em detalhes visuais, é impossível não morrer de amores pela direção de arte dessa animação. Além de todo o conceito artístico, há uma bela fotografia, que bate de frente com muitos trabalhos vistos em filmes com cenários e elenco de verdade. E, por fim, elogiar uma trilha composta por Hans Zimmer é chover no molhado, mas é preciso. Será difícil a AMPAS não ao menos indicar essa trilha sonora excelente, que se encaixa perfeitamente com as passagens que acompanha.

Anúncios

4 Comentários on “Rango, de Gore Verbinski”

  1. Mayara Bastos disse:

    Vejo esta semana, mas duvido que supere “Rio” como animação do ano. 😉

  2. Não acredito que precisemos saber do passado de Rango; o foco fica em como ele muda a situação de Poeira e descobre a si mesmo (ele mesmo pouco sabe quem é além de um lagarto que vive num aquário). Há sacadas interessantíssimas, além de uma técnica tão primorosa que eleva os padrões em animação. Com algum otimismo, daria para esperar umas 5 indicações ao Oscar (Animação, Mixagem de Som, Edição de Som, Trilha Original e Canção Original). {Também escrevi sobre, só para constar: http://observatoriodocinema.blogspot.com/2011/04/cinema-rango.html}

  3. Eu realmente não fui fisgado por Rango, concordo que a parte técnica do filme é muito boa, mas o roteiro não me conquistou.

  4. Ah, “Rango” é demais! Também havia estranhado a introdução do personagem, mas lá para o fim da história achei essa escolha narrativa, de não sabermos quem ele é antes de se perder no deserto, uma ótima sacada. Mas aquilo que mais impressiona é mesmo a riqueza de detalhes que Gore Verbinski atingiu na fisionomia dos personagens e na construção de cenários, sendo talvez a melhor animação que já conferi sob este aspecto.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s