Harry Potter e As Relíquias da Morte: Parte I, de David Yates

Não é de hoje que ‘Harry Potter’ se destaca entre as franquias cinematográficas voltadas ao público infanto-juvenil. Mesmo que depois de ‘O Prisioneiro de Azkaban’ a qualidade tenha caído, esta continuou sendo uma das poucas franquias que conseguem agradar além do público-alvo, até pela sua produção técnica impecável e um elenco de apoio bastante eficiente, o que se repete e vem até melhor em ‘As Relíquias da Morte: Parte I’. Apesar de seu início lento, prejudicando na longa duração da sessão, o filme se desenvolve de uma maneira bastante agradável. É bom ver que depois de fitas medianas, como foram ‘O Cálice de Fogo’, ‘A Ordem da Fênix’ e ‘O Enigma do Príncipe’, a saga tenha voltado tão bem para sua reta final.

Assim como em ‘O Enigma do Príncipe’, o diretor David Yates entendeu a mensagem de que Hogwarts era coisa do passado e trouxe mais uma vez o tom sombrio que a situação exigia, exibindo um aspecto visual melhor do que qualquer outro já visto na franquia ‘Harry Potter’ e finalmente amadurecendo seu enredo. Após ter dirigido os dois piores filmes da saga, Yates está de parabéns, mesmo que tenha deixado a desejar com suas câmeras exageradamente trêmulas nas cenas de ação, e gera altas expectativas sobre seu próximo trabalho, o qual encerrará definitivamente a estória do jovem bruxo na tela grande.

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8 Comentários on “Harry Potter e As Relíquias da Morte: Parte I, de David Yates”

  1. Eu gostei. Acho que foi traçado de maneira responsável o a ‘lentidão’ com a ‘dinamicidade’, cada um ao seu tempo.

  2. Wally disse:

    Não acho que tenha caído a qualidade depois de Azkaban, ainda que este tenha sido um dos melhores. Gostei muito do que Yates fez no 5º e aprimorou no 6º (meu preferido). Esta parte I achei muito boa e certamente preciso rever.

  3. Kamila disse:

    Devo ser uma opinião discordante em relação a este filme. Não li os livros da série literária e achei esta obra um retrocesso, se comparada à “O Enigma do Príncipe”, que é um filme bem melhor. Achei este roteiro muito mal escrito. A história não decola e me parece que enrola, enrola, para chegar ao mesmo lugar. Destaco somente a técnica do longa, especialmente a fotografia e a trilha sonora.

  4. Não gostei do roteiro do filme, acho que ele foi escrito apenas para as pessoas que leram o livro, os que não leram meio que se perdem na velocidade que tudo acontece. Vejo o longa mais como uma ilustração para o livro do que um filme propriamente dito. Abs.

  5. Essa foi a primeira vez que o David Yates me conquistou por completo como um realizador da franquia Harry Potter. Sempre achei que, antes, ele não captava muito bem o espírito das obras originais (o sexto filme praticamente mutilou o livro), mas agora ele conseguiu! “As Relíquias da Morte – Parte 1” me surpreendeu e já me deixou ansioso para o desfecho da saga!

  6. Também não gostei, faltou alguma coisa, faltou “maldade” ao filme, Harry continua como sempre deixando a desejar, filme anda anda anda e não sai do lugar!

    • Robson, acho que fora o início, que a “lentidão” reinou, seu comentário se encaixa perfeitamente no filme.

      Wally, não gostei de nenhum dos demais filmes do Yates para a saga. O Enigma do príncipe ainda foi um pouco melhor que A Ordem da Fênix, mas ainda achei que faltou muito ali.

      Kamila, discordo completamente. rsrs Também não li nenhum livro e nem levo isso em consideração quando se trata de uma adaptação, mas gostei bastante do que foi feito nesse filme. No meu ponto de vista, foi uma ótima introdução do desfecho da saga.

      Jonathan, acho uma besteira querer incluir o livro na discussão do filme. Ninguém tenta isso com as adaptações em geral, não sei qual o motivo de fazerem isso com Harry Potter. Como eu disse, não li nenhum livro e consegui acompanhar muito bem.

      Matheus, como eu disse, não gosto de incluir obras originais em discussões sobre suas adaptações, deixo isso para os pottermaníacos, crespusculetes e etc. Porém, também me sinto da mesma forma que você quando diz que David Yates finalmente lhe conquistou.

      Cleber, maldade? Acho que tudo foi balanceado de uma maneira ótima. Harry Potter não é mais o mesmo, Hogwarts não é mais a mesma, enfim, era necessário uma mudança, que pra mim já vem acontecendo desde o surgimento do Voldemort.

      Abraço.

  7. Discordo, acho que o quinto e sexto filme são superiores aos 4 primeiros!

    “Harry Potter e as Relíquias da Morte” mostra o apuro total da série que conquistou milhares de fãs no mundo inteiro – até para os não iniciados no mundo da magia, ou viciados nesse contexto da fantasia. É um filme que, finalmente, encontra seu teor de maturidade, numa direção mais central e cuidadosa de Yates – que com a ajuda do roteirista Kloves – consegue condensar todas as principais partes do livro, bem como diálogos. Toda a essência está ali, ao contrário dos anteriores que acabavam por correr demais em certas passagens.

    É realmente admirável ver como o elenco aqui está mais entrosado, ou melhor: Temos um Daniel Radcliffe mais maduro. Rupert Grint e Emma Watson, num mundo mais justo e acolhedor, poderiam ser indicados ao Oscar. Sim, eles têm uma atuação mais emocional, estão realmente bem no filme, há momentos que até impressiona.

    O roteiro consegue fluir bastante, evitando cenas rápidas, explica muito bem certos contextos do filme, é admirável o cuidado em até situações rápidas que no livro parece não ter importancia, mas no filme faz todo o sentido. Eu gostei muito da forma sombria que o filme tem, da maneira “adulto” estampado em cada cena, nos diálogos até reflexivos do trio central. Inclusive, há mais ousadia nesse, até sensualidade em uns contextos, a puberbade mais evidente…e o senso dark, fora do contexto de magia dentro de Hogwarts – iniciado desde “A Ordem da Fenix” aqui atinge seu ápice…

    Diferente mesmo este filme, pois o roteiro não tem partes confusas ou desconexas como muitos trabalhos cinematográficos, adaptados de livros, tendem a demonstrar.

    Gostei dos momentos de Harry – Rony – Hermione.
    Da forma como a mão de Yates priorizou as atuações deles…
    Helena Bonham Carter conseguiu também acertar seu tom como Bellatrix Lestrange, se antes ela parecia meio artificial demais, neste filme assombra demais.

    O que foi aquela parte da animação no meio do filme mesmo? muito bom ter colocado o Conto sendo explicado com uma animação.

    As cenas de ação, ainda que não tão extensas e intensas, são impressionantes e iguais aos do livro. A trilha de Alexandre Desplat, ainda que correta(talvez, a menos inspirada deste compositor que surpreende a todo trabalho), é satisfatória – mas, é verdade, de longe é o ponto mais fraco do filme. A fotografia de Eduardo Serra (admiro ele, já havia feito um belo trabalho no “Moça com Brinco de Pérola”)muito boa, dá todo o clima do livro/filme, a forma como o filme usou de referências de outros filmes tambem me agradou.

    Há um clima triste que paira todo, algo meio pessimista, intimista até – de fato, o último livro da saga é o mais denso e pesado, precisava de um filme que fizesse jus a ele. Há momenos emocionais, como a passagem de Dobby…há cenas bem emocionantes mesmo.

    Eu realmente estou admirado com o trabalho deste filme!
    Ao contrário de todos, acho o melhor do ano até agora. Isso mesmo, mais até que os idolatrados “A Origem”.

    Que venha a parte dois!

    Abraço


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