Comer, Rezar, Amar, de Ryan Murphy

Se ‘Comer, Rezar, Amar’ tivesse sido somente ‘Comer’, teria sido bem melhor. As passagens na Itália trouxeram os melhores momentos do filme, com diálogos até que inspiradores e cenas boas. Quando a protagonista parte para a Índia para dar início à parte ‘Rezar’ do filme, tudo desanda. E quando se pensa que não tem como piorar, vem o ‘Amar’ em Bali, a essência do clichê nas comédias românticas, com direito a desfecho previsível, aparição de elefante, pai beijando a boca do filho e tudo mais.

Um elenco extenso com bons nomes poderia ter sido mais bem aproveitado. Javier Bardem, Viola Davis, James Franco e até a Julia Roberts recebem papéis que conseguem interpretar no piloto automático de tão batidos e sem graça. Richard Jenkins possui uma cena muito boa, onde revela seu segredo, mas também não tem muito o que destacar fora isso. Pelo menos temos uma boa trilha sonora do Dario Marianelli e uma coletânea fascinante que vai de João Gilberto a Eddie Vedder. E não, os pais brasileiros não beijam os filhos na boca.

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5 Comentários on “Comer, Rezar, Amar, de Ryan Murphy”

  1. 100% dos brasileiros indignados com a cena que o pai beija o filho e diz que isso é normal aqui (absurdo). rsrsrs.

  2. Esse filme é MUITO decepcionante. Mas o pior de tudo é que ele é extremamente monótono. São mais de duas horas completamente desnecessárias. Nem o esforço de Julia Roberts ou a linda canção “Better Days”, do Eddie Vedder, conseguem salvar esse filme…

  3. “E não, os pais brasileiros não beijam os filhos na boca”

    Ainda bem!

    Julia Roberts perdeu o gás e admito que nem dá ânimo em assistir ao que ela anda se metendo (odiei “Duplicidade”). Mas vou assistir, vai.

  4. Eu não esperava nada do filme, ele até que é regular e tem momentos interessantes. Não achei tão ruim como você.

    Por que o Apimentário não está em sua lista de blogs? abs

    • Jonathan, se meu pai fizesse isso comigo acho que eu cresceria traumatizado. haha

      Matheus, acho que só a coletânea é algo que realmente se destaca. Muito bem lembrado a canção do Vedder.

      Alex, pra mim ela não perdeu o gás. É o típico caso de atriz boa que se desbranda por blockbusters desnecessários. Ainda gosto muito dela e acho ela ótima aí, ainda que seja um papel que ela interprete de olhos fehados.

      Cristiano, também acho que tem seus momentos interessantes, na Itália. Pra mim, depois disso tudo fica bem monótono.

      Abraço.


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