A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor

Misturando cenas musicais com cenas dramáticas, ‘A Suprema Felicidade’ não é tão eficiente em contar a história de seu protagonista. As desagradáveis idas e vindas no tempo também tornam difícil uma empatia entre o público e o personagem principal, o que só piora quando o protagonista em questão é interpretado por Jayme Matarazzo, inexpressivo e artificial a todo tempo.

Aliás, não é só ele. O elenco é o ponto mais fraco do filme, com poucos nomes dignos de elogios. Dentre esses, é Marco Nanini quem rouba a cena no papel do avô. Desde sua primeira aparição, a impressão que se dá é que o personagem foi feito para o ator, que interpreta de maneira tão natural e convincente que se torna até covardia compará-lo a qualquer outro do elenco, por mais que João Miguel e Dan Stulbach não façam feio em cena.

Sim, há momentos interessantes, os quais livram o filme de uma cotação mínima, mas a quantidade de cenas fora do tom é tanta, que muitas vezes ‘A Suprema Felicidade’ se torna bizarro, em especial nas repentinas cenas musicais mal feitas. Também há de se destacar a estranha cena da morte da prostituta ruiva, que em nada acrescenta ao filme. Sem falar no amigo possivelmente gay de Paulo, o qual simplesmente some do enredo quando sua história começa a se desenrolar.

Com uma produção técnica comum, uma montagem desnecessariamente não-linear, um roteiro confuso e um elenco fraco, o longa de Arnaldo Jabor acaba não sendo um bom retorno do cineasta à sétima arte. Sessão dispensável.

Anúncios

5 Comentários on “A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor”

  1. João Paulo disse:

    A grande pergunta é … desde quando Arnaldo Jabor pode se considerar cineasta … tentei ver alguns filmes do individuo na sessão brasil e na maioria das vezes não conseguia passar da metade por tamanha irregularidade …

    Após a contestação em sua critica … vejo que nada mudou …

    Abraços champs!

  2. Mayara Bastos disse:

    Sinceramente, não acho o Jabor grande coisa como cronista atualmente. E não assisti a nenhum filme dele. E acho que não começarei com este.

  3. Douglas Cavalcante disse:

    Tive o desprazer de assistir no ultimo final de semana. Horrível, sem um norte a seguir.Anets, eu ivesse escolhido “Como não esquecer”. Horrento.

    • Johnny, também não sou fã do cineasta, muito menos do cronista. Pra mim, é mais um tucano querendo aparecer de intelectual.

      Mayara, não perca seu tempo mesmo. rsrs

      Funha, bom, pelo menos esse você não precisa saber como esquecer. Por si só será esquecido daqui há algum tempo. haha

      Abraços!

      • Douglas Cavalcante disse:

        Perceba que eu estava um tanto quanto bêbado no último comentário! HAHAHA!
        Pensei em até fazer uma post como crítica do filme. Mas, não consigo, de fato falar nada sobre… Parabéns, viu? Desenvolver algo sobre esse filme´não é fácil!


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s