Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora É Outro, de José Padilha

O sucesso de ‘Tropa de Elite’ não se limitou às bilheterias, o que deixou José Padilha com uma grande responsabilidade de repetir esse sucesso com um segundo filme protagonizado pelo Capitão Nascimento, já ícone do cinema brasileiro. Analisando os números e a crítica já em sua estreia, é possível deduzir que ele conseguiu, mas a certeza só vem depois da sessão.

Agora é pessoal. ‘Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora É Outro’ é um tapa na cara, um soco no estômago, aquela chacoalhada de consciência. Não no sentido clichê, piegas, mas num sentido que choca, até por facilmente poder ser relacionado com a realidade. A violência do primeiro filme continua, mas agora de uma forma não-gratuita. Tudo no longa tem um porquê, tudo ali se faz necessário. Talvez não o “cover do Dathena” em alguns momentos, mas é perceptível que a preocupação dessa vez é de desenvolver algo ali e não mais apenas mostrar o trabalho do BOPE.

Wagner Moura volta pro papel da sua vida e mostra o porquê de ter sido tão elogiado anteriormente. Seu Capitão Nascimento só é o que é pelo talento inegável do ator, que dificilmente superará esse trabalho. Outro que merece a menção é o pernambucano Irandhir Santos, que só cresce em seus trabalhos, mostrando mais uma ótima faceta como defensor dos direitos humanos. Também vale lembrar a pequena, porém magnífica, participação de Seu Jorge, irreconhecível numa performance visceral logo no início do longa, na excelente cena da rebelião em Bangu I.

José Padilha está de parabéns. Pegou o que tinha de bom do primeiro filme e acrescentou algo novo. Não se repetiu, ainda que faça algumas referências ao longa anterior, e fez um trabalho incrível na direção. ‘Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora É Outro’ supera o primeiro filme e faz jus ao prestígio que vem recebendo. É mais um título que marcará o cinema nacional.

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A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor

Misturando cenas musicais com cenas dramáticas, ‘A Suprema Felicidade’ não é tão eficiente em contar a história de seu protagonista. As desagradáveis idas e vindas no tempo também tornam difícil uma empatia entre o público e o personagem principal, o que só piora quando o protagonista em questão é interpretado por Jayme Matarazzo, inexpressivo e artificial a todo tempo.

Aliás, não é só ele. O elenco é o ponto mais fraco do filme, com poucos nomes dignos de elogios. Dentre esses, é Marco Nanini quem rouba a cena no papel do avô. Desde sua primeira aparição, a impressão que se dá é que o personagem foi feito para o ator, que interpreta de maneira tão natural e convincente que se torna até covardia compará-lo a qualquer outro do elenco, por mais que João Miguel e Dan Stulbach não façam feio em cena.

Sim, há momentos interessantes, os quais livram o filme de uma cotação mínima, mas a quantidade de cenas fora do tom é tanta, que muitas vezes ‘A Suprema Felicidade’ se torna bizarro, em especial nas repentinas cenas musicais mal feitas. Também há de se destacar a estranha cena da morte da prostituta ruiva, que em nada acrescenta ao filme. Sem falar no amigo possivelmente gay de Paulo, o qual simplesmente some do enredo quando sua história começa a se desenrolar.

Com uma produção técnica comum, uma montagem desnecessariamente não-linear, um roteiro confuso e um elenco fraco, o longa de Arnaldo Jabor acaba não sendo um bom retorno do cineasta à sétima arte. Sessão dispensável.


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10 Atuações Masculinas dos anos ’00

Depois da lista de atrizes, aí vai a de atores:

 

10. Rodrigo Santoro, por Bicho de Sete Cabeças (2001)

 

 

09. Christolph Waltz, por Bastardos Inglórios (2009)

 

 

08. Johnny Depp, por Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003)

 

 

07. Philip Seymour Hoffman, por Capote (2005)

 

 

06. Russell Crowe, por Uma Mente Brilhante (2001)

 

 

05. Tom Hanks, por Náufrago (2000)

 

 

04. Javier Bardem, por Onde Os Fracos Não Têm Vez (2007)

 

 

03. Sean Penn, por Uma Lição de Amor (2001)

 

 

02. Daniel Day-Lewis, por Sange Negro (2007)

 

01. Heath Ledger, por Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008)

 

 

Menções honrosas: Jim Carrey (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças), Colin Firth (Direito de Amar), Wagner Moura (Tropa de Elite), Joaquin Phoenix (Amantes) e Will Smith (À Procura da Felicidade).


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Para ver as demais fotos divulgadas do ensaio, clique aqui.


10 Atuações Femininas dos anos ’00

Aconteceu recentemente a escolha das melhores atuações da década segundo os membros da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos. Como integrante ativo da sociedade, também participei da votação e fiquei muito feliz em ver que minhas 10 atuações femininas haviam sido selecionadas para a segunda fase de votação e algumas até chegaram ao Top 10. Nesse post, listo quais foram as 10 atrizes que selecionei como sendo minhas favoritas e no próximo post listo as masculinas. Lembrando que a lista diz respeito ao meu gosto somente, até porque se essas fossem as 10 melhores performances da década, implicaria em eu ter assistidos todos os filmes da década, o que não foi o caso. Foram consideradas quaisquer atuações em filmes de qualquer nacionalidade que estrearam de 2000 a 2009 em seu país de origem. Também limitei um trabalho por atriz. Enjoy it:

 

10. Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona (2008)

 

 

09. Helen Mirren, por A Rainha (2006)

 

 

08. Naomi Watts, por 21 Gramas (2003)

 

 

07. Halle Berry, por A Última Ceia (2001)

 

 

06. Nicole Kidman, por As Horas (2002)

 

 

05. Julia Roberts, por Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento (2000)

 

 

04. Julianne Moore, por As Horas (2002)

 

 

03. Felicity Huffman, por Transamérica (2005)

 

 

02. Marion Cotillard, por Piaf - Um Hino Ao Amor (2007)

 

 

01. Meryl Streep, por Dúvida (2008)

 

Menções honrosas: Hermila Guedes (O Céu de Suely), Sally Hawkins (Simplesmente Feliz), Melissa Leo (Rio Congelado), Audrey Tautou (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) e Kate Winslet (O Leitor).


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Vitoriosa.