Mary e Max – Uma Amizade Diferente, de Adam Elliot

Escrito e dirigido pelo australiano Adam Elliot, vencedor do Oscar de Curta-Metragem de Animação em 2004 por ‘Harvie Krumpet’, ‘Mary e Max – Uma Amizade Diferente’ mostra a relação afetiva entre um homem de 44 anos e uma menina de 8 que mesmo separados por continentes, trocam cartas durante anos criando um laço forte de amizade devido a algo que ambos têm em comum: a solidão. Toni Collette e Philip Seymour Hoffman dublam os protagonistas.

Se há algo mais fácil de explicar e mais fácil de manter que o amor, é a amizade. ‘Mary e Max’ trata exatamente disso, à medida que nos mostra a vida de seus personagens contada por eles próprios um ao outro. O roteiro da animação só segue a tendência das novas animações, que vêm deixando de ser exclusivamente infantis para tratar de assuntos mais sérios.

A inocência de Mary contrasta com a amargura de Max, rendendo um longa com personagens de massinha que toca muito mais que outros com personagens de carne e osso. Até nos mínimos detalhes, como na coloração, na apresentação – com o nome de Mary sendo mostrado como se estivesse sendo escrito à mão e o de Max como se datilografado – ou mesmo na forma de cada um escrever o PS nas cartas, Adam Elliot fez questão de trabalhar esse contraste entre os personagens de maneira bastante criativa.

A trilha sonora também é algo a se destacar e isso é visível desde o início, quando nos deparamos com uma composição belíssima à medida que é mostrado o local onde Mary vive com seus pais. Injustamente esnobado em todos os aspectos, ‘Mary e Max – Uma Amizade Diferente’ é uma grande surpresa, mesmo após tantos comentários positivos.

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8 Comentários on “Mary e Max – Uma Amizade Diferente, de Adam Elliot”

  1. bruno knott disse:

    Para mim é um dos melhores filmes que estreiram no Brasil esse ano.

    Eu não tinha percebi esse lance do título, Mary escrito como se fosse a mão e Max datilografado. Mais uma pitada de genialidade…

    No mínimo um 9!

    Abs.

  2. Vinícius P. disse:

    É uma animação belíssima mesmo. Original, com técnica de animação impecável e uma história que deve emocionar qualquer pessoa – adultos ou crianças.

    • Pedro, é mesmo.

      Bruno, é mesmo bem discreto esse detalhe. Só notei na segunda vez que vi.

      Vini, eu me emocionei bastante. acho que animações desse tipo acabam sendo originais até pelo fato de abrirem mão um pouco dos efeitos mirabolantes da computação gráfica.

      Abração!

  3. Que abordagem delicada, gostei e preciso conferir.

    Pena que é uma animação pouca valorizada, de fato.

    Abraço

  4. Wally disse:

    Preciso ver este filme…

  5. Matheus Rufino disse:

    Que fofa essa imagem. To querendo muito ver esse filme, ainda tá em cartaz aqui, num cinema meia boca, mas tá, vou ver se consigo ir ver. E não sabia que era dublado pelo Philip Seymour Hoffman e pela Toni Collette, dois dos meus atores favoritos! mais um grande motivo para vê-lo.


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