Pânico na Neve, de Adam Green

Dirigido e roteirizado por Adam Green, ‘Pânico na Neve’ mostra o terror que três amigos passaram após serem esquecidos num teleférico numa montanha gelada. Com Emma Bell, Shawn Ashmore e Kevin Zegers no elenco principal.

Adam Green já dirigiu outros filmes do gênero anteriormente e não obteve sucesso, assim como neste. ‘Pânico na Neve’ é uma sucessão de cenas mal elaboradas 90% filmadas no tal teleférico onde os amigos ficam pendurados assim como naqueles típicos suspenses teens, onde um morre, depois outro, até chegar no desfecho tão mal elaborado quanto o restante do longa.

O elenco poderia ao menos render algo bom, mas mesmo com  Kevin Zegers, que fez um bom trabalho ao lado da Felicity Huffman em ‘Transamérica’, não há nada a ser elogiado. Atuações tão mal inspiradas quanto o roteiro só pioram a situação daquilo que já não parecia ser muito bom. Em falhas tentativas de emocionar, se percebe a falta de competência do elenco e do diretor, como exemplo uma cena da jovem urinando nas calças e chorando seguida de uma trilha sonora que tenta emocionar. Tenta.

Não é preciso assistir muito para perceber a bomba que será. Basta os primeiros minutos para o longa mostrar que será desagradável. Com um argumento bem simples, ‘Pânico na Neve’ ao menos poderia trazer situações interessantes, mas tudo ali é tão previsível que não há como agradar nem mesmo aquele mais leigo no assunto.


Top 10 Dramas e Comédias da TV nos anos ’00 – Parte IV

Secret Diary of a Call Girl (2007 – ?), da ITV

A série que conta a história da garota de programa Belle De Jour é a única britânica lista, mas com todos os méritos. Secret Diary of a Call Girl é aquela típica série que deixa o telespectador confuso quanto ao seu gênero, drama ou comédia, mas o fato é que ambos os gêneros funcionam nela. Ainda que o elenco seja apenas decente, Billie Piper é a melhor coisa da série no papel da protagonista, seja narrando ou de fato atuando. Pouco conhecida, Secret Diary of a Call Girl é uma de minhas mais fortes recomendações. A série também possui uma das melhores coletâneas musicais, a começar pela música de abertura da Amy Winehouse.

Pushing Daisies (2007 – 2009), da ABC

Pushing Daisies dividiu bastante a opinião do público. Enquanto uns odiavam, outros, como eu, adoravam. Misturando uma estória de amor com investigações “policiais”, Pushing Daisies foi bastante injustiçada pela audiência americana, o pivô do cancelamento precoce. Kristin Chenoweth, mesmo coadjuvante, roubava a cena a cada episódio, o que lhe rendeu um Emmy no ano em que a série foi cancelada. O que havia de melhor na série era aquela arte extremamente agradável que se espalhava pelos cenários, em uma direção de arte que será difícil superar.

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Quincas Berro d’Água, de Sérgio Machado

Baseado na obra de Jorge Amado, ‘Quincas Berro d’Água’ tem como protagonista um personagem boêmio que arrecadou amizades durante as noites baianas enquanto vivo. Encontrado morto no dia de seu aniversário, Quincas – ou pelo menos seu cadáver – é levado por uns amigos para comemorar bem ao seu estilo. Adaptado e dirigido por Sérgio Machado, o filme conta com Paulo José, Marieta Severo, Mariana Ximenes, Vladimir Brichta, Milton Gonçalves e Irandhir Santos no elenco.

Sérgio Machado já mostrou que seu roteiro pode trazer filmes interessantes (‘Madame Satã’, ‘Abril Despedaçado’) e que sua direção é algo questionável (‘Cidade Baixa’, ‘Onde A Terra Acaba’). O fato é que em ‘Quincas Berro d’Água’ o diretor/roteirista acertou bastante, trazendo aquele que poderia ser mais um filme com cara de especial de fim de ano da Rede Globo, mas que acaba rendendo uma boa sessão, o que vem sendo quase uma constante nos filmes nacionais este ano.

O elenco varia entre a falta de competência da Mariana Ximenes e a espontaneidade do Irandhir Santos, o melhor do elenco. Por passar a maior parte do tempo interpretando um cadáver, o protagonista Paulo José acaba por ter importância apenas na narração, onde poderia ter inserido um pouco mais de emoção às falas. Contudo, tal narração se torna o melhor aspecto do filme, já que é através dela que conhecemos de fato a personalidade do Quincas, além de dar a impressão de que ele está ali presenciando tudo, o que rende momentos bastante cômicos.

Há alguns exageros, como as centenas de vezes que um personagem chora “ai, meu painho” em uma única cena, mas são momentos isolados. Como um todo ‘Quincas Berro d’Água é mais um acerto do crescente cinema nacional, trazendo à tela grande a obra de um grande romancista brasileiro como é Jorge Amado, uma ótima fonte para adaptações.


Top 10 Dramas e Comédias da TV nos anos ’00 – Parte III

Damages (2007 – 2010?), da FX

Sabe aquele episódio que faz você ficar louco para assistir o próximo? Pois é, Damages tem vários desses episódios em sua primeira temporada, fácil top 10 da década. As duas temporadas seguintes não alcançaram o nível da primeira, mas pelo elenco, pelo roteiro e pela montagem, uma das características que mais gosto na série, Damages se fez uma série obrigatória na minha watchlist e nunca me decepcionou. Glenn Close foi o grande nome da série, tanto que foi tomando o espaço da Rose Byrne até que ela se tornasse de fato coadjuvante. Patty Hewes é uma de minhas personagens favoritas e a maior responsável é a Close, perfeita em cada cena.

South Park (1997 – ?), da Comedy Central

South Park possui muitos episódios que me fazem até hoje rir e querer rever. A animação fez inúmeras críticas de diversos temas de maneira irônica como poucas séries conseguem. Acho-a subestimada demais, ainda que, obviamente, há um motivo para tanta repulsa: o exagero. Pra mim, o exagero se mostra tão proposital que só o faz divertir mais. Quando se pensa que não há mais o que criticar, South Park vem com algo novo e é isso que eu mais aprecio nela.

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Top 10 Dramas e Comédias da TV nos anos ’00 – Parte II

Breaking Bad (2008 – ?), da AMC

Com uma curta temporada de estreia, Breaking Bad me ganhou logo de cara. Já no piloto sabia que a série seria algo que me agradaria bastante e não me enganei. A segunda temporada é uma de minhas temporadas favoritas ever e seu piloto figura entre os melhores pilotos das séries que acompanho. Bryan Cranston, vencedor de dois Emmys consecutivos por este papel, é o que há de melhor na série. Auxiliado pelo excelente roteiro, faz de Walter White um dos melhores personagens da atualidade.

Monk (2002 – 2009), da USA

A premissa de um ex-detetive com TOC que ajuda a polícia de São Francisco a resolver diversos crimes poderia muito bem ter fracassado, mas funcionou perfeitamente bem. A série, que teve seu término no ano passado, não possui grandes trabalhos em termos de direção e roteiro, mas não há aquele que não se divirta com um personagem como Monk. O elenco convidado da série durante as oito temporadas se mostrou bastante eficiente, se tornando um de meus favoritos da década. E se Bryan Cranston é um grande ator dramático, Tony Shalhoub representa o mesmo para as comédias.

| parte I |


Fúria de Titãs, de Louis Leterrier

Desperdiçando nomes como Liam Neeson e Ralph Fiennes, ‘Fúria de Titãs’ é remake de um filme de 1981 que mostra a jornada mitológica de Perseu para salvar a princesa Andrômeda do monstro Kraken. Nunca a mitologia grega foi tão pervertida num longa como foi neste. Zeus e os demais deuses possuem ricas estórias e vê-las tratadas dessa maneira foi bem triste.

Era de se esperar, no mínimo, uma tempestade de efeitos que ao menos funcionassem, mas nem nisso ‘Fúria de Titãs’ acerta. Louis Leterrier, que já foi responsável por um dos melhores filmes – se não o melhor – da franquia ‘Hulk’, fez do seu novo filme a primeira grande bomba do ano, e a maior parcela de culpa é dele próprio, que dirige seu filme de maneira tão amadora, que só é possível sentir uma coisa: vergonha alheia.

Cenas de menos de 10 segundos de duração desnecessárias ou aquelas que se passam no Olimpo com todos os deuses milimetricamente posicionados em suas melhores poses só reforçam a falta de bom senso. E o que dizer do Ralph Fiennes saindo de uma fumaça preta formada por monstros bizarros? Devem ter aproveitado o visual de seu personagem nas gravações do próximo ‘Harry Potter’.

Houve também tentativas falhas de criticar a sociedade má intencionada guiada por uma pseudo fé, escorpiões gigantes maus que depois ajudam os “mocinhos”, criaturas estranhas aparentemente más que querem fazer aliança para conseguir libertação sabe-se lá de quê, além de um flashback ridículo com Zeus engravidando aquela que viria a dar a luz Perseu. São quase duas horas desperdiçadas em fita. E se alguém for ver só por causa do 3D, divirta-se com a legenda!


Top 10 Dramas e Comédias da TV nos anos ’00 – Parte I

Inspirado na lista do Vinícius Pereira, com este dou início a uma série de 10 posts onde elejo minhas 10 séries favoritas da década passada, separadas de acordo com o gênero (Drama e Comédia). Algumas séries como Arrested Development, Studio 60 On The Sunset Strip, The Sopranos e The West Wing eu não tive a oportunidade de assistir, o que devo estar resolvendo futuramente, e por isso mesmo não poderão ser encontradas na lista. Dito isso, vamos aos décimos colocados, primeiro Drama, seguido por Comédia:

House M.D. (2004 – ?), da Fox

Atualmente a série caminha pendurada no Hugh Laurie, mas um dia foi palco de emocionantes estórias criadas por um roteiro que a diferenciava das séries médicas comuns. Começou muito bem e com o passar das temporadas foi perdendo a essência, até chegar nisso que está hoje. Apesar dos pesares, é um de meus dramas favoritos da década.

Family Guy (1999 – ?), da Fox

Séries de animação quase sempre me agradam bastante e Family Guy é uma das melhores até os dias atuais. Abordando temas polêmicos de maneira bem peculiar, a série é uma das raras animações indicadas ao Emmy de melhor Comédia – creio que apenas Os Flinstones conseguiu esse feito anteriormente. É uma das poucas séries que mantêm o nível agradável em todas as temporadas.