Vírus, de Àlex e David Pastor

Escrito e dirigido pelos espanhóis Àlex e David Pastor, Vírus mostra a passagem de quatro jovens tentando sobreviver a um vírus mortal que contaminou toda a população. Chris Pine, Piper Perabo, Lou Taylor Pucci e Emily VanCamp integram o elenco principal.

Talvez a gripe suína tenha inspirado demais a dupla Pastor, assim como é rotineiro acontecer de tragédias serem elevadas ao cubo na tela grande. O roteiro é bem fraco, trazendo personagens desinteressantes e manjados, em situações que em pouco empolgam o telespectador. Uma cena aqui e outra ali que valha a pena, mas nada demais.

Mesmo com a atuação acima do nível para o gênero de Chris Pine, o elenco, que praticamente se define ao quarteto principal, é outro ponto negativo. Nenhum dos integrantes aproveita uma oportunidade de se destacar um pouco e fugir do esperado para um elenco de horror teen. A direção tem uma grande parcela de culpa nisso, uma vez que também não colabora muito para virar esse quadro.

Um filme que começa do nada e termina no nada. Vírus é clichê, superficial e desnecessário. Mesmo com todo o caos visível, é difícil sentir que o perigo é significativo ali. Várias tentativas de emocionar ficaram somente na tentativa mesmo, especialmente a constrangedora cena final. Faltou experiência por parte de direção e roteiro, o que fez do longa mais um horror teen dispensável.


Uma Imagem

fonte: @catupiry


Comentando o Oscar 2010 – Parte V

A poucas horas da cerimônia, finalizo a seqüência de posts Comentando o Oscar 2010 com as categorias de Ator, Atriz, Diretor e Filme, as categorias principais. Nas três primeiras, levo em consideração o histórico de vitórias na temporada de premiações, mas na última, opto por fazer uma aposta um pouco mais arriscada. Veja abaixo:

Melhor Atriz (5/5)

– Sandra Bullock, por “Um Sonho Possível”

– Hellen Mirren, por “The Last Station”

– Carey Mulligan, por “Educação”

– Gabourey Sidibe, por “Preciosa”

– Meryl Streep, por “Julie & Julia”

Meryl Streep é sempre uma forte ameaça às demais candidatas, mesmo quando se trata de uma atuação em uma comédia pouco aceita. Mirren, apesar de toda experiência, e Mulligan parecem apenas completar a lista, já que Bullock é uma das favoritas, ainda que não mereça, e a Gabourey Sidibe é a que está mais próxima da estatueta, devido ao ótimo histórico que esse seu trabalho já conseguiu nas premiações da temporada.

Leva: Gabourey Sidibe, por Preciosa

Deveria levar: Meryl Streep, por Julie & Julia

Faltou: Emily Blunt, por A Jovem Vitória

Melhor Ator (5/5)

– Jeff Bridges, por “Coração Louco”

– George Clooney, por “Amor Sem Escalas”

– Colin Firth, por “Direito de Amar”

– Morgan Freeman, por “Invictus”

– Jeremy Renner, por “Guerra Ao Terror”

Mesmo que os cinco já tenham uma leva de prêmios por estas atuações, Bridges é o que possui as vitórias mais, digamos, importantes, entre eles o SAG. Se eu votasse no Oscar, só substituiria o Morgan Freeman pelo Michael Stuhlbarg. No geral, foram ótimas escolhas e a Academia está de parabéns.

Leva: Jeff Bridges, por Coração Louco

Deveria levar: George Clooney, por Amor Sem Escalas

Faltou: Michael Stuhlbarg, por Um Homem Sério

Melhor Diretor (4/5)

– Kathryn Bigelow, por “Guerra Ao Terror”

– James Cameron, por “Avatar”

– Lee Daniels, por “Preciosa”

– Jason Reitman, por “Amor Sem Escalas”

– Quentin Tarantino, por “Bastardos Inglórios”

A disputa aqui fica entre os mesmo da categoria principal, Cameron, Bigelow e Tarantino. Bigelow tem leve vantagem, seguido de Cameron e com o Tarantino correndo por fora. Reitman tem sua merecida indicação, afinal são três ótimos filmes na filmografia, com dois lembrados pela Academia nesta categoria, ao passo que Daniels só ocupa uma vaga que poderia ser sido ocupada por alguém mais competente; ambos seguem sem chance de vitória.

Leva: Kathryn Bigelow, por Guerra Ao Terror

Deveria levar: Quentin Tarantino, por Bastardos Inglórios

Faltou: Neill Blomkamp, por Distrito 9

Melhor Filme (8/10)

– Amor Sem Escalas

– Avatar

– Bastardos Inglórios

– Distrito 9

– Educação

– Guerra Ao Terror

– Um Homem Sério

– Preciosa

– Um Sonho Possível

– Up – Altas Aventuras

Como disse, na categoria anterior, Guerra Ao Terror, Avatar e Bastardos Inglórios. Se eu usasse a repercussão como critério aqui, os dois primeiros tinham larga vantagem sobre o filme do Tarantino, mas vou arriscar. Ao término da sessão de Bastardos Inglórios, fiquei perplexo e não consigo imaginar o longa sem esse prêmio. Mas, como já disse, é Guerra Ao Terror que tem as maiores chances aqui.

Leva: Bastardos Inglórios

Deveria Levar: Guerra Ao Terror

Faltou: (500) Dias Com Ela


Um Vídeo

Sempre que sai uma estreia, mesmo que eu não esteja disposto a assisti-la, gosto de ver a abertura. Entre minhas favoritas estão as aberturas de True Blood, Desperate Housewives, Six Feet Under, The Simpsons, United States of  Tara, Damages… Enfim, com uma seqüência de passagens que atendem a proposta da série, que é literalmente “como sobreviver na América”, e uma canção que se encaixa perfeitamente (“I Need a Dolar”, de Aloe Blacc), a abertura de How to Make it in America, a nova comédia da HBO, já é uma de minhas favoritas. Se não viu, veja agora: